Esta é uma resenha sobre o livro “Marketing de Conteúdo: A Moeda do Século XXI”, cujos conhecimentos são de grande valia para todos, inclusive advogados(as). Mais do que uma leitura técnica, é, também, um passeio pelas inúmeras possibilidades que a comunicação oferece a quem sabe utilizá-la corretamente.
Definindo o Marketing de Conteúdo
A primeira lição que a obra nos traz é a de que conteúdo não é só post de blog, sequer é apenas o que a gente faz na internet: conteúdo é tudo o que uma organização pensa e coloca em prática para atingir seu público-alvo no momento mais propício, fazendo com que a marca tenha utilidade prática a quem busca por ela.
O marketing de conteúdo, portanto, é o conjunto de estratégias online e off-line de que uma organização dispõe no intuito de servir ao cliente antes mesmo de ser existir a compra por ele.
E qual é o benefício de ser útil sem sofrer a ação de compra?
Simples, além de ficar na mente dos clientes como potencial escolha, a marca pode maturar este cliente para que a contratação seja feita no momento certo. Ao nutrir suas personas com conteúdo a organização está preparando a audiência para a tomada de decisão. Se não tomar atitude para fazer com que a balança penda para seu lado, algum concorrente vai tomar.]
Conteúdo
O conteúdo, portanto, é uma ferramenta estratégia de aumento de competitividade.
“Mas por que um negócio especificamente precisa de marketing de conteúdo? Porque ele melhora todo o marketing digital, ou melhor, todo o marketing. É, sem dúvidas, a única estratégia capaz de integrar e centralizar todas as outras ações.
Nenhuma outra estratégia de marketing digital individualmente consegue alimentar, nutrir e estruturar todas as outras. Só o conteúdo é parte integrante de cada uma das diferentes etapas de marketing. (…) A única estratégia que é capaz de alimentar todas as outras estratégias de marketing é o marketing de conteúdo. Grave isso”

Mas não basta fazer qualquer coisa e achar que está tudo certo: é preciso saber o que, quando, como e, principalmente, porque desenvolver o conteúdo que será trabalhado. Sem que essas questões encontrem respostas, é muito difícil tirar proveito do que a estratégia de conteúdo tem a oferecer.
O Marketing de Conteúdo
O marketing de conteúdo, nas palavras do autor, é uma técnica de distribuição de conteúdo de valor a partir de um objetivo que, por sua vez, definirá a audiência que receberá a informação.
Para que seja de fato estratégico, é preciso que o gestor leve em consideração o que o autor chama de “3C’s do Conteúdo”: a continuidade, a consistência e o (poder de) convencimento.
As possibilidades de se fazer conteúdo baseado nesses três fatores são inúmeras: podem ir do post de blog ao livro, do e-book ao curso online, da newsletter ao evento presencial.
Assim, o que vai definir o melhor formato para cada organização é, justamente, o objetivo focado na audiência.
Sem saber o que você quer fazer e para quem, produzir conteúdo é como atirar no escuro: você até pode acertar o alvo, mas será por acidente; e ganhos acidentais não costumam ocorrer com tanta frequência quanto os propositais.
Planeje-se
Para fazer um planejamento que possa ser o 1º passo do marketing de conteúdo eficaz, o livro traz uma série de ensinamentos práticos. Práticos mesmo, estilo “pause a leitura e teste essa teoria”. Sem enrolação, a obra nos ensina a desenvolver etapas cruciais do conteúdo estratégico, tais como:
- a pesquisa de palavras-chave: o autor lista uma série de ferramentas úteis para cumprir a tarefa, que não é das mais fáceis. Mas, com as dicas certas, fica menos complicada;
- o checklist de construção de personas fieis à realidade: existe uma técnica arquetípica de definição do cliente ideal, chamado persona ou avatar. Isto é, Rafael nos dá um roteiro de perguntas a se fazer aos clientes para descobrir as características que podem nortear a comunicação da organização;
- o inventário de conteúdo: uma tabela simples e, ao mesmo tempo, muito importante para acompanhar a produção de conteúdo ao longo do tempo;
- o checklist para landing page: depois de passar pela automação em marketing, o autor dá dicas de como criar uma página que capte informações precisas e valiosas dos leads.
O autor também passa com detalhes por todos os detalhes do funil de conversão – lembrando-nos sempre de personalizar o conteúdo, em vez de tratar o público como um rebanho de ovelhas organizado para passar pela porteira – e do desenvolvimento dos principais formatos de conteúdo online.
Ele também nos ensina como desenvolver e acompanhar indicadores de performance capazes de apontar se nossa estratégia está indo bem ou mal. Afinal, embora não seja só no online que o marketing de conteúdo funcione, é certamente nesse ambiente que conseguimos mensurar, com mais facilidade, seus resultados.
Marketing de Conteúdo não faz Milagre
Ao longo do livro o autor faz questão de deixar claro que o marketing de conteúdo não tem base em milagres.
Criar e gerenciar a comunicação em suas mais variadas formas não vai dar a ninguém reconhecimento instantâneo.
Quando vemos casos de sucesso, tendemos a pensar que são fenômenos da noite para o dia, mas a realidade é que gastou-se tempo, energia e dinheiro para transformar pessoas ou organizações comuns em autoridades de suas áreas.
Investir em marketing de conteúdo não é apenas uma questão de verba, mas também de paciência. Quando o trabalho é continuo e consistente, em algum momento ele vai conseguir convencer as pessoas e converter os leads (potenciais clientes) em venda. Mas, para que dê certo, essa deve ser a meta, e não o foco.
Foco
O foco deve ser mostrar ao público que a organização (seu escritório!) pode ser útil através de um conteúdo preciso e de qualidade.
Se você for produtor de conteúdo para terceiros, lembre sempre ao seu cliente da importância de fazer conteúdo para resultados a médio e longo prazo, desviando-se da bala que é prometer algo a curto prazo.
Marketing de conteúdo é relacionamento, estabelecimento de confiança, e isso não surte efeito de uma hora pra outra.
Se for você a criar o conteúdo para a própria organização, lembre-se disso para evitar o desânimo.
Como Rafael conta, existe um momento pelo qual toda organização passa em suas estratégias de marketing chamado “vale da morte”. É quando faz-se muito esforço para pouco resultado, enquanto a estratégia não vinga. Quem desiste no vale da morte nunca vai colher os frutos de um trabalho bem fundamentado. Quem resiste e passa por ele começa a ver, cada vez mais, o contrário: menos esforço e mais resultados.
Por que ler o Livro até o Final?
O assunto “marketing de conteúdo” é tão extenso que um livro só é pouco – e essa é a primeira razão pela qual vale a pena consumir Marketing de Conteúdo: A Moeda do Século XXI do início ao fim.
O 2º motivo é porque a narrativa técnica do autor desfia uma espécie de novelo de lã: como uma coisa leva à outra, que vem justamente na sequência, ler por etapas pode te fazer perder detalhes importantes entre um momento e outro.
O livro é todo sobre a construção de uma estratégia eficaz, e deixar de lê-lo de forma linear pode significar buracos na sua própria estratégia.
Além disso, a leitura tem fluidez e muito rápida. Todos os temas são cortados em tópicos, o que nos dá a impressão de estar lendo pequenos artigos, embora sejam bem completos.
Quem não tem o hábito de leitura, portanto, não vai ter muita dificuldade em terminar essa rapidinho – e quem já lê muito, principalmente sobre assuntos técnicos, vai poder desfrutar do conteúdo em uma ou duas tardes, caso se dedique apenas a essa atividade.
Veredito Final Sobre a Obra Marketing de Conteúdo: A Moeda do Século XXI
O livro é bem didático, direto e traz a facilidade de aplicação, algo importante para quem lê visando o rápido aprendizado para a implementação urgente.
Para quem não conhece o marketing de conteúdo o livro é uma excelente porta de entrada. A forma com que a comunicação pode se moldar para gerar efeitos é atraente e faz com que leigos se tomem paixão pelo assunto.
Quem já trabalha na área não vai sentir que está lendo mais do mesmo. O autor traz exemplos e insights que tornam nossa experiência de leitura enriquecedora.
Embora o conteúdo seja excelente, tenho uma observação a fazer quanto à sua revisão – algo que vai atingir mais quem é caxias com a língua portuguesa e de forma alguma desmerece o valor da obra.
A obra peca, algumas vezes, na pontuação inadequada e em palavras que sobram da edição final.
Nada disso, no entanto, tira do leitor a ótima experiência de ler sobre o assunto a partir de uma das mais importantes vozes do segmento na atualidade.
Marketing de Conteúdo: A Moeda do Século XXI é uma aula sobre como fazer dinheiro na internet. Mas, mais que isso, é um curso completo de como identificar, reter e, principalmente, respeitar a audiência criada, dando a ela sempre o melhor que ela pode receber.
Os Conhecimentos que Criam Vantagens Injustas em seu Favor no Mercado Jurídico
O Direito é tipicamente atrasado, ainda mais, quando se fala em adequação com o mundo da vida, tecnologia e inovação. Porém, você pode se favorecer dessa situação, tendo um amplo aumento de poder competitivo ao implementar em suas práticas a Transformação Digital Jurídica.
Assim sendo, por vezes, é melhor ser protagonista das mudanças do que depois “correr atrás do prejuízo”. O mundo já é e será ainda mais digital.
Inclusive, um dos pontos mais importantes do mundo digital é entender como usar os zettabytes de dados produzidos anualmente (hoje em dia são cerca de 40ZB por ano) para te auxiliar em suas tomadas de decisão.
Por isso, é fundamental implementar em suas práticas o Direito Guiado por Dados. Assim ampliará sua vantagem injusta no Direito.
Outra questão importante, é a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Em suma, várias empresas estarão desprotegidas em um cenário de incerteza que irá só se agravar. Isso significa que você só tem uma opção: se preparar para agir de acordo com a LGPD o mais rápido possível, além de ser um guia nessa nova cultura da proteção dos dados.
Saindo na Frente
Igualmente, um Advogado ou Advogada especializado na LGPD hoje sairá na frente, pois várias empresas estão precisando, neste momento de profissionais qualificados para implementar as mudanças necessárias da lei e assim, evitar diversas sansões.
Tal como, as da própria lei, as relacionadas à responsabilidade civil e, também muito importante, relacionadas à reputação da organização perante clientes, colaboradores e parceiros. Mas, não se esqueça do mais importante, quando falamos de proteção de dados. A minha frase para você é:
“O papel de um(a) Advogado(a) Inteligente não é limitar o uso dos dados. É viabilizá-lo”.
LGPD
Por isso, o caminho mais simples, ágil e seguro para efetivamente trabalhar com projetos de implementação da LGPD + Segurança da Informação é o treinamento LGPD 5.0: As melhores ferramentas práticas de implementação.
Por aqui elevo ainda mais a sua Vantagem Injusta no mundo digital, pois transfiro importantes conhecimentos do meu escritório para você, materializados em ferramentas práticas de gestão e Implantação da LGPD + Segurança da Informação. Abordo todos os aspectos jurídicos, além de recomendar as melhores abordagens processuais e tecnológicas para você desenvolver um excepcional trabalho.
Como resultado, para rentabilizar todo esse trabalho é importante ter sólidos conhecimentos em negociação e vendas consultivas, ou seja, para aumentar suas habilidades nesse campo, o melhor caminho é ser um(a) Advogado(a) Especialista em Fechar Negócios.
Aqui você aprende definitivamente a sair do ciclo de demandas incrementais (aquelas que até pagam suas contas, mas apenas isso) para entrar no ciclo de Demandas Exponenciais, que é quando o seu escritório realmente cresce e você fica com a agenda cheia dos melhores clientes: aqueles que te dão mais dinheiro e menos dor de cabeça.
As Startups
Por fim, não é possível deixar de mencionar a importância das startups em todo esse processo de transformação digital, afinal, elas são o motor dessa transformação e do que chamamos de Nova Economia.
Inclusive, o mercado para atuar como um Advogado de Startups é o que mais cresce nos últimos anos. Sendo uma ótima oportunidade para os profissionais do Direito que buscam sair da ingrata “corrida dos ratos” dos ramos tradicionais.

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